Ouvindo Antes de Morrer

#519. Waterfalls - TLC (1994)

Guilty pleasure na lista.

Nostalgia ou não (como eu amo os efeitos especiais desse clipe), a música pop parecia ser muito mais true nos anos 90. Emponderadeiras por natureza (eu sei que essa palavra não existe), TLC era uma das girl bands mais legais e preocupadas em passar mensagens positivas pra molecada (esse fala sobre crime e AIDS).

Mas a obra prima do girl power delas fica para Unpretty.

Especial Converse Rubber Tracks: Gravação do Godasadog

Já foi dada a largada para as gravações do Converse Rubber Tracks Brasil nos estúdios Family Mob, e eu tive a honra de acompanhar o Godasadog durante o último sábado. Sim, esse post está atrasado.

Pra quem não sabe, além de trazer um puta festival com 5 dias de música no Cine Joia, a Converse selecionou 10 bandas nacionais para um dia inteiro de gravação em seu estúdio Pop-Up, no Family Mob (comandado por Jean Dolabella), com equipe, suporte e equipamentos de primeira.
Primeiro é preciso falar do Family Mob
Já fui em vários estúdios de gravação, dentro das mais diversas propostas. Mas nunca tinha pisado em um espaço como aquele. As fotos do post não ~traduzem~ a pegada do lugar (não gostou manda uma Nikon lá pra casa), mas no site deles você consegue ter uma ideia de como é o pico.
 
À primeira vista, é uma casinha branca (bem com cara de vó) em uma rua tranquila do Alto da Lapa. Eu mesma não tinha certeza se estava no lugar certo, e acabei fazendo uma chegada meio estridente (sério, eu não queria ser assim).
 
Formado por uma equipe muito, mas muito gente boa, e com um pouco mais de um ano, é a segunda vez que o Family Mob é responsável pelas gravações do Rubber Tracks. O espaço foge do esquema de linha de produção, e proporciona um ambiente super inspirador para quem vai, de uma forma ou de outra, criar. Ponto para Converse.
Sobre minha passagem pelo estúdio. Cheguei como sempre tropeçando, esquecendo o nome de todo mundo, derrubando água, dando fora, e sendo inadequada. Acho que isso seria muito mais aceitável se eu fosse rockstar, e não bLoGuEiRa, mas estamos trabalhando nisso.
Enquanto esperava o pessoal do Godasadog chegar do almoço, dei uma volta pelo espaço e (fazendo um esforço imenso para não quebrar nada) fiz as fotos e um videozinho especialmente para vocês (sejam generosos, é meu primeiro vídeo).
Enquanto sentia uma mistura de admiração pela sala de gravação e pânico absoluto de tirar algum botão do ponto certo da mesa de som sem querer, o pessoal da banda foi chegando.
O Godasadog na verdade é um duo. De música eletrônica. Brasileiro. E muito bons. Que, aliás, vão abrir pro Chromeo no Converse Rubber Tracks Live Brasil. O som da dupla formada por Victor Meira (voz e instrumentos) e Adam ‘Matschulat’ (bases eletrônicas), me lembrou de primeira Thieves Like Us (mas isso deve ser doença da minha cabeça). 
Não rolou entrevistar o Victor (com perguntas super relevantes como “e aí, pq o nome Godasadog?”), mas consegui bater um papo com Diogo do Criado Mundo, amigo dos caras (que conta a trajetória da dupla aqui), que me contou mais ou menos qual é a pegada da banda (Massive Attack, minimalista e trip hop experimental <3). 
Resumindo: O Adam é produtor musical, engenheiro de som e os caralho. O Victor além do projeto eletrônico, faz parte das bandas Coração de Pano (MPB) e Bratislava (amei esse nome?), e toca trocentos instrumentos (estava gravando com um clarinete quando eu estava lá). Ano passado os dois tiveram a ideia de fazer um disco de 80 músicas, todas com 15 segundos, meio que na mesma tonalidade, para serem colocadas em shuffle e as faixas irem se encaixando umas nas outras sempre de um jeito diferente. 
Isso sem contar a viagem incrível de selecionar a faixa Agora e colocar à disposição de diversos artistas para fazerem releituras do som e juntar tudo em um EP.
Disco.
EP.
Num sei. Só sei que baixei essa doidera sem saber dessa história e achei que estava ficando louca ouvindo a mesma música over, and over, só que de um jeito diferente.
Pra quem não entendeu um cacete do que eu disse, o duo gravou um video para a galera da Converse, que explica melhor a pegada do som.
Quanto ao processo de gravação e produção, fiquei bem impressionada não só pela qualidade do estúdio e equipamentos (Oranges. Oranges all over the place), como a atenção dos técnicos e produtores. De parar a música de trecho em trecho para discutir sobre tom, afinação e uns caralhos que nunca vou entender na vida.
Sério, se as marcas moderninhas e jovens dessem metade do apoio que a iniciativa do Rubber Tracks dá para as bandas, o mundo seria um lugar muito menos irritante.
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Sábado que vem tamo lá de novo.

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3 anos sem Amy.

Tem dia que não vai pra frente sem a gente tirar algo da cabeça. E o meu só começou depois que botei esse texto pra fora.

Via Confeitaria.

Debbie &amp; Iggy &lt;3
Foto tirada hoje, segundo a página do Blondie.

Debbie & Iggy <3

Foto tirada hoje, segundo a página do Blondie.

#518. Blue Monday - New Order (1983)

Acho, repito, acho que esta é a versão original. São tantos remixes, versões pra rádio, extendida, que eu fico confusa. E sim, esse foi o começo da ~dance music.

Depois de passar uns 3 anos no limbo-purgatório do fim - traumático - do Joy Division, a banda finalmente se ~reinventara~ e trocou a cena de Madchester pelas pistas de dança de Nova York. 

Quem nunca colocou “How does it feel to treat me like you do?" no nick do msn, ou "And I still find it so hard / To say what I need to say / But I’m quite sure that you’ll tell me /Just how should I feel today"não sabe o que é relacionamento falido.

Acho que já indiquei aqui, mas quem quiser saber um pouco mais sobre a cena de Madchester e a gravadora Factory, o filme 24 hrs party people é obrigatório.

#517. Jolene - Dolly Parton (1973)

Sabe aquele clipe sensacional da Lily Allen para a música Not Fair? Ta aí a inspiração original.

A música, que fala sobre baixa autoestima e vulnerabilidade, foi um dos maiores hits da cantora, ganhando versões de mais de 30 (TRINTA) artistas de vários gêneros.

Foi escrita quando Dolly sacou que uma sirigaita estava de olho no seu marido. A cantora escreveu uma espécie de papo reto para a lambisgóia, mas numa pegada mais sofrida, do tipo “please don’t take my man”, “my happiness depends on you”.

Bitch, please.

Saiu o lineup do Converse Rubber Tracks Live Brasil.

Cinco dias de festival. NA F-A-I-X-A.

Saiba como garantir seu ingresso aqui.

#516. Sunny Afternoon - The Kinks (1966)

Apenas que: The Kinks <3

(e um tapa na cara de quem reclama que eu só falo mal de música fofinha)

#515. Crazy - Gnarls Barkley (2006)

Sim, é o Cee-Lo Green. A banda é um duo do moço com o produtor Danger Mouse. O som trata-se de uma mistura de batidas mais modernas com soul dazantigas, e acabou se tornando uma das músicas mais marcantes da década.

Fez também parte daqueles primeiros casos da faixa já ser um hit antes mesmo de ser lançada, muito antes de vazar as músicas de propósito se tornar uma estratégia (oi, Lady Gaga, como vai, Katy Perry?)

Vem festival da Converse aí.

Se liga no teaser do Converse Rubber Tracks Live Brasil.

#514. Interstate Love Song - Stone Temple Pilots (1994)

Aquela leva de grunge, começo dos anos 90, etc etc. Só que com influências de bossa nova ( eles citam Antônio Carlos Jobim, juro). Aparentemente esse foi o auge da banda, mas no final das contas pra mim é tudo parecido com uma mistura de Pearl Jam, com Red Hot e comercial de cigarro e calça jeans dos anos 90.

Mas nada contra, super respeito.

#513. Zungguzungguguzungguzeng - Yellowman (1983)

Pra quê tanto U? Pra quê tanto G? Fiquei até tonta digitando isso.

Mas o que me deixou no chão mesmo é descobrir que tem uma cena do Breaking Bad com esse som.

Yellowman é um cantor albino que, depois de enfrentar muito preconceito, tornou-se um dos maiores nomes do dancehall e fez parte da geração que levou adiante a filosofia rastafari, depois da morte de Bob Marley.

A gente ainda não superou aqui </3

R.I.P Ramones :(

Tommy, o primeiro baterista e último integrante original vivo dos Ramones se foi. 
Eu poderia dizer o quanto é louco o primeiro a ter saído da banda ser o último a morrer, ou quanto faz sentido todos terem partido por problemas de saúde/câncer, menos DeeDee, que se foi por uma overdose, mas prefiro deixar aqui a primeira bio/release da banda.

Agora dá licença que eu vou lá tomar outra multa de condomínio enquanto ouço seus discos no talo.

R.I.P Ramones :(

Tommy, o primeiro baterista e último integrante original vivo dos Ramones se foi.
Eu poderia dizer o quanto é louco o primeiro a ter saído da banda ser o último a morrer, ou quanto faz sentido todos terem partido por problemas de saúde/câncer, menos DeeDee, que se foi por uma overdose, mas prefiro deixar aqui a primeira bio/release da banda.

Agora dá licença que eu vou lá tomar outra multa de condomínio enquanto ouço seus discos no talo.

#512. The Ballroom Blitz - Thw Sweet (1973)

-Are you ready, Steve?

-Uh huh!

-Andy?

-Yeah

-OK!

-Alright, fellas, let’s go!!!

*música perfeita para começar qualquer set de discotecagem*

(tem como não amar glam?)