Ouvindo Antes de Morrer

Converse Rubber Tracks Live Brasil Dia #1: It’s ChromeoOOOooOOOooo

Finalmente começou ontem o festival (sim, pela qualidade das atrações, O Coverse Rubber Tracks Live Brasil está no mesmo nível do que era um Tim Festival) que causou o maior auê nazinternets desde que foi anunciado. Não vou entrar na discussão do bafafá de sorteio de ingressos, filas, overbooking, lista vip, email de confirmação por motivos de: não sou obrigada :)
Levei como staff do blog uma legítima chromette para me ajudar a dar check in no chão, observar todos os detalhes da noite e a pesquisar sobre as outras bandas. Depois de nos perdermos algumas vezes na 23, chegamos no horário da abertura da casa e as filas já estavam uma loucura. Chromeo é serious business. Ou Converse. Ou show de graça. Enfim.
Quem abriu a pista foi a dupla Database, queridinhos da antiga nata modernete paulistana (olar, Bar Secreto) que já fez várias gigs na gringa e compõe parte da famosa CREW. Para quem não está muito familiarizado, eles mandam um eletrônico moderninho, porém um pouco mais conceitual, porém não muito pop.
Ah, uma coisa bacana sobre essa história de RSVP-sorteio-ingressos. Era muito legal ver as pessoas se encontrando de supresa, sem combinar, e se abraçando, felizes por estarem lá, e seu amiguinho também ter conseguido. Falo isso porque encontrei um casal de amigos querídíssimo lá e quase botei um ovo de alegria também.
A primeira banda a inaugurar o palco do Cine Joia foi o Godasadog, aquela mesma que cobri no Family Mob dia desses, lembram?. Com seu experimentalismo desafiador ao vivo, e com a casa já bem cheia, Victor comandou uma apresentação introspectiva e ~~~~perene~~~~ ao lado de Lucas Dimitri (que substituia Adam, que estava em Berlim). Com o final bem aplaudido, bateu uma leve impressão de que algumas pessoas estavam em um desfile de moda muito conceitual, que mesmo não entendendo nada, aplaudiam loucamente.
Ai, as pessoas.
Tinha me afastastado desse ambiente hypado, e me esquecido das pessoas empavonadas, e it modernas jaqueta-de-couro-coque-batom-vermelho-porém-não-ouço-roque.
Mas voltando à música que é isso o que interessa.
Aí foi a hora do Schoolbell subir ao palco. Confesso que estou em estado de choque porque primeiro vi o show e só depois descobri que eles são daqui. De acordo com a pesquisa da minha legítima chromette, essa galera é queridinha do Lucio Ribeiro e começou bombar depois que abriram pra Sky Ferreira (nunca vou me perdoar por ter pedido esse caraio de show). Mas ouvindo o som ao vivo, primeiro pareceu coisa da M.I.A, depois lembrou aqueles vocais fodidos de dance music do começo dos anos 90, e então pareceu aquelas músicas do Moby da época do  Play. E então eles tocaram uma cover  de bossa nova (eu devia ter desconfiado). No final tocaram uma música que tinham um baixo funkeadíssimo na pegada de Heavy Cross, do Gossip.
Não sei se devia divulgar essa informação, mas no mezanino do Joia, tem uma photobooth escondidinha no lado esquerdo sem filas. Desculpa, gente, eu gosto dessas coisas.
Ah, é, música.
Então o Classixx (ai que nome mais new raver 2007) subiu ao palco. O duo de djs / produtores americanos foi formado em 2009 (porém nossa legítima chromette apurou que no facebook deles datam de 2005), e fazem parte da ~nova cena eletrônica~ de L.A. Seja lá o que isso signifique.
As bunita basicamente misturam punk rock, disco music e french house, além dos remixes, que vão de Daft Punk a Smiths. Aparentemente eles bombaram com um remix de uma música do Phoenix. 
Ao vivo, com instrumentos, microfones, sintetizadores e os caralho tudo, os meninos conseguiram atear fogo na pista, tudo com uma equalização perfeita.
A essa altura a casa já estava estrumbada de gente, os posters já tinham sido roubados das paredes, e nossa legítima chromette já estava sendo obrigada a chamar o segurança para socorrer uma gata caída arrasada no chão. Ou seja, tudo perfeito para o Chromeo, grande headliner do festival, subir ao palco.
Chromeo é uma das minhas maiores guilty pleasures. Fui à um show deles num ~evento fechado~ em 2010 e foi um dos melhores shows da minha vida. Costumo dizer que o som deles é música para mulher solteira cair na pista. Outra dica é pegar o Justice, tirar a raiva e colocar um ~suingue. Ah, e tem um monte de guitarra. Tenho mixed feelings com essa história de usar pernas fluorescentes de suporte de teclado, mas não vou entrar nesse mérito. 
Foi a banda pisar no palco que a casa foi à loucura. Estava apertada e optei pela velha estratégia de esperar o show começar e quando tocasse uma música que eu não ligasse muito iria ao banheiro. Grande erro. Os filhodaputa me mandaram uma sequência de introdução de sempre, seguida de Night by Night, Hot Mess e Tenderoni. O duo trouxe sua própria equipe de iluminação o que garantiu um show de - como eu disse- festival, e colocou o Rubber Tracks na história.
Mas é claro que eu não aguentei o rubber tranco e fui embora depois de Momma’s Boy. Sou uma senhora e tive que pensar nos próximos quatro dias.
E tchau que eu já tô atrasada pros shows de hoje.
As fotos excelentes do show do Chromeo são da querida Daniele Marques. As ruins de sempre já sabem, né?

Especial Converse Rubber Tracks: No estúdio com o Alaska.

(nota de esclarecimento: esse post foi escrito maravilhosamente no finalzinho da tarde de ontem, porém o tumblr fez o favor de apenas publicá-lo parcialmente. Só percebi isso quando estava atrasada e perdida a caminho do show do Chromeo, e por isso estou precisei meio que refazê-lo, porém sem a greatness inicial. That’s life)

E aí que no último sábado a galera do Alaska gravou no Family Mob e acho bom eu botar esse post no ar logo porque daqui a pouco é o show do Chromeo e já tô com medo de barrarem minha entrada se eu não fizer meu trabalho direito.

Primeiramente não confundir com o Far From Alaska. A banda é formada por garotos com idades entre 22 e 26 anos. No vocal e guitarra, André Ribeiro, na outra guitarra, André Raeder, no baixo - o cara mais legal do mundo que adora Supercombo- Wallace Schmidt, na bateria, Nicolas CsiKy e, ~nos teclados~, Vitor Dechem.

As influências dos meninos giram em torno de Beatles (não vou julgar, não vou julgar, não vou julgar), Pink Floyd, Blink 182, Fun., Thursday, Manchester, Post Rock e Post Hardcore. Apaixonados por música, o Alaska surgiu da junção de outra duas bandas muito ruins - o nome de um baterista muito muito muito ruim chamado Fred veio à tona nesse momento da entrevista, muito enfaticamente.

E aí que o som dos meninos foi amadurecendo e durante os dois anos de sua existência o Alaska: gravou uma demo (acho tão bonitinho chamarem EP de demo), entrou na coletânea de rock independente Rock Falido, da Anchor Mixtapes, foi uma das bandas selecionadas para o Rubber Tracks e já prepara seu primeiro disco e guarda um segredo obscuríssimo, envolvendo a cidade do Rio de Janeiro e se recusaram a revelar o mistério para os leitores desse tumblr.

Voltando ao EP. Demo. O processo de produção foi bem ~interessante. O trabalho de estreia dos meninos leva o nome de “Perto do Fim” (olar, CPM22), e é composto por 5 músicas, gravadas em 3 estúdios, 30 timbres e 120 canais de guitarras diferentes. Produtor virginiano ou macumba? Ninguém sabe dizer o que aconteceu. A banda insistiu que o resultado final é absolutamente horrorozo (eu sei que essa palavra se escreve com s), e que eu não devia ouvir, mas insisti e acabei ganhando uma cópia dessa relíquia. Tô ouvindo enquanto escrevo o post, e ninguém morreu por enquanto (a mocinha aqui do trampo viu o disco e disse que parece a capa de um outro livro do criador de  ”A Culpa é das Estrelas”).

O mais foda dessa história toda é que depois desse sufoco do primeiro EP, fiquei sabendo por outras ~fontes~ que o Wallace montou um estúdio no porão edícula da sua casa, e a banda está gravando, produzindo, mixando e os caralho tudo sozinha. E isso é muito, mas muito foda.

Sobre o som.

Tentar classificar o som dos meninos (sem maldade) é um desafio. Emo depois da surra, emo depois da puberdade, emo-nada-contra-tenho-até-amigos-que-são, emo depois de crescido. E acredite, não sou eu falando, são os integrantes da banda.Não é meu som, mas me lembra as bandas de ~verdurada~ (NÃO ESTOU JULGANDO), e bandas do auge do Hangar.

************************************ MOMENTO EGO ********************************************

Há relatos de que o vocalista é amigo e vizinho de infância do Pelanza, e quando tinham 12 anos formaram uma banda cover do ganzenrouses.

*******************************FIM DO MOMENTO EGO***************************************

Finalmente, a parte mais legal foi poder entrevistar uma banda tão ou mais retardada do que eu, que não se leva a sério, porém ama o que faz, porém não é um bando de pau no cu (NÃO QUE AS OUTRAS QUE EU ENTREVISTEI SEJAM, PLMDDS, NÃO COMECEM). 

As fotos bem ruins de sempre são as minhas (tirei foto do estúdio pra provar pra vocês que realmente parece casinha de vó), uma outra eu roubei do instagram da banda e me processem, e o resto das fotos maravilhosas são ou do pessoal da Converse / Family Mob ou do Guilherme Garofalo, que é praticamente o sexto integrante do Alaska (sério, esse menino além de amigo de longa data, já fez site, capa, fotos, cobertura de show, entrevista, clipe, gravou vozes, fez música com o ribeiro, e até tocou em show pra cobrir a falta de um integrante).

Agora dá licença que eu tenho que escrever sobre a noite do Chromeo. Ou almoçar. Ainda tô definindo prioridades.

E o texto tá sem revisão mesmo. tchau.

UPDATE: essas pestes só me contaram agora que tem um canal maravilhoso no youtube cheio de news e sessions. Cola lá.

#521. Paint it, Black - The Rolling Stones (1966)

<3 Stones <3

Décimo single do Reino Unido da banda, trazendo uma vibe obscura para o clima alegre de 66 (até a vírgula do título é considerada ~misteriosa~).

Destaque para Brian Jones sentado de borboletinha com sua cítara.

Do que as músicas são feitas.

Do que as músicas são feitas.

#520. Love is Losing Game - Amy Winehouse (2006)

Nenhuma outra música seria mais adequada para a segunda-feira mais fria do ano. Nenhuma. 

Lembrando que semana passada foi aniversário de morte da Amyzinha.

Acho que não preciso falar de como ela foi fundamental pra música, e como seu disco Back to Black foi um dos mais importantes da década, e sim, a moça é queridinha do blog.

Agora dá licença que eu vou chorar aqui num cantinho.

#519. Waterfalls - TLC (1994)

Guilty pleasure na lista.

Nostalgia ou não (como eu amo os efeitos especiais desse clipe), a música pop parecia ser muito mais true nos anos 90. Emponderadeiras por natureza (eu sei que essa palavra não existe), TLC era uma das girl bands mais legais e preocupadas em passar mensagens positivas pra molecada (esse fala sobre crime e AIDS).

Mas a obra prima do girl power delas fica para Unpretty.

Especial Converse Rubber Tracks: Gravação do Godasadog

Já foi dada a largada para as gravações do Converse Rubber Tracks Brasil nos estúdios Family Mob, e eu tive a honra de acompanhar o Godasadog durante o último sábado. Sim, esse post está atrasado.

Pra quem não sabe, além de trazer um puta festival com 5 dias de música no Cine Joia, a Converse selecionou 10 bandas nacionais para um dia inteiro de gravação em seu estúdio Pop-Up, no Family Mob (comandado por Jean Dolabella), com equipe, suporte e equipamentos de primeira.
Primeiro é preciso falar do Family Mob
Já fui em vários estúdios de gravação, dentro das mais diversas propostas. Mas nunca tinha pisado em um espaço como aquele. As fotos do post não ~traduzem~ a pegada do lugar (não gostou manda uma Nikon lá pra casa), mas no site deles você consegue ter uma ideia de como é o pico.
 
À primeira vista, é uma casinha branca (bem com cara de vó) em uma rua tranquila do Alto da Lapa. Eu mesma não tinha certeza se estava no lugar certo, e acabei fazendo uma chegada meio estridente (sério, eu não queria ser assim).
 
Formado por uma equipe muito, mas muito gente boa, e com um pouco mais de um ano, é a segunda vez que o Family Mob é responsável pelas gravações do Rubber Tracks. O espaço foge do esquema de linha de produção, e proporciona um ambiente super inspirador para quem vai, de uma forma ou de outra, criar. Ponto para Converse.
Sobre minha passagem pelo estúdio. Cheguei como sempre tropeçando, esquecendo o nome de todo mundo, derrubando água, dando fora, e sendo inadequada. Acho que isso seria muito mais aceitável se eu fosse rockstar, e não bLoGuEiRa, mas estamos trabalhando nisso.
Enquanto esperava o pessoal do Godasadog chegar do almoço, dei uma volta pelo espaço e (fazendo um esforço imenso para não quebrar nada) fiz as fotos e um videozinho especialmente para vocês (sejam generosos, é meu primeiro vídeo).
Enquanto sentia uma mistura de admiração pela sala de gravação e pânico absoluto de tirar algum botão do ponto certo da mesa de som sem querer, o pessoal da banda foi chegando.
O Godasadog na verdade é um duo. De música eletrônica. Brasileiro. E muito bons. Que, aliás, vão abrir pro Chromeo no Converse Rubber Tracks Live Brasil. O som da dupla formada por Victor Meira (voz e instrumentos) e Adam ‘Matschulat’ (bases eletrônicas), me lembrou de primeira Thieves Like Us (mas isso deve ser doença da minha cabeça). 
Não rolou entrevistar o Victor (com perguntas super relevantes como “e aí, pq o nome Godasadog?”), mas consegui bater um papo com Diogo do Criado Mundo, amigo dos caras (que conta a trajetória da dupla aqui), que me contou mais ou menos qual é a pegada da banda (Massive Attack, minimalista e trip hop experimental <3). 
Resumindo: O Adam é produtor musical, engenheiro de som e os caralho. O Victor além do projeto eletrônico, faz parte das bandas Coração de Pano (MPB) e Bratislava (amei esse nome?), e toca trocentos instrumentos (estava gravando com um clarinete quando eu estava lá). Ano passado os dois tiveram a ideia de fazer um disco de 80 músicas, todas com 15 segundos, meio que na mesma tonalidade, para serem colocadas em shuffle e as faixas irem se encaixando umas nas outras sempre de um jeito diferente. 
Isso sem contar a viagem incrível de selecionar a faixa Agora e colocar à disposição de diversos artistas para fazerem releituras do som e juntar tudo em um EP.
Disco.
EP.
Num sei. Só sei que baixei essa doidera sem saber dessa história e achei que estava ficando louca ouvindo a mesma música over, and over, só que de um jeito diferente.
Pra quem não entendeu um cacete do que eu disse, o duo gravou um video para a galera da Converse, que explica melhor a pegada do som.
Quanto ao processo de gravação e produção, fiquei bem impressionada não só pela qualidade do estúdio e equipamentos (Oranges. Oranges all over the place), como a atenção dos técnicos e produtores. De parar a música de trecho em trecho para discutir sobre tom, afinação e uns caralhos que nunca vou entender na vida.
Sério, se as marcas moderninhas e jovens dessem metade do apoio que a iniciativa do Rubber Tracks dá para as bandas, o mundo seria um lugar muito menos irritante.
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Sábado que vem tamo lá de novo.

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3 anos sem Amy.

Tem dia que não vai pra frente sem a gente tirar algo da cabeça. E o meu só começou depois que botei esse texto pra fora.

Via Confeitaria.

Debbie &amp; Iggy &lt;3
Foto tirada hoje, segundo a página do Blondie.

Debbie & Iggy <3

Foto tirada hoje, segundo a página do Blondie.

#518. Blue Monday - New Order (1983)

Acho, repito, acho que esta é a versão original. São tantos remixes, versões pra rádio, extendida, que eu fico confusa. E sim, esse foi o começo da ~dance music.

Depois de passar uns 3 anos no limbo-purgatório do fim - traumático - do Joy Division, a banda finalmente se ~reinventara~ e trocou a cena de Madchester pelas pistas de dança de Nova York. 

Quem nunca colocou “How does it feel to treat me like you do?" no nick do msn, ou "And I still find it so hard / To say what I need to say / But I’m quite sure that you’ll tell me /Just how should I feel today"não sabe o que é relacionamento falido.

Acho que já indiquei aqui, mas quem quiser saber um pouco mais sobre a cena de Madchester e a gravadora Factory, o filme 24 hrs party people é obrigatório.

#517. Jolene - Dolly Parton (1973)

Sabe aquele clipe sensacional da Lily Allen para a música Not Fair? Ta aí a inspiração original.

A música, que fala sobre baixa autoestima e vulnerabilidade, foi um dos maiores hits da cantora, ganhando versões de mais de 30 (TRINTA) artistas de vários gêneros.

Foi escrita quando Dolly sacou que uma sirigaita estava de olho no seu marido. A cantora escreveu uma espécie de papo reto para a lambisgóia, mas numa pegada mais sofrida, do tipo “please don’t take my man”, “my happiness depends on you”.

Bitch, please.

Saiu o lineup do Converse Rubber Tracks Live Brasil.

Cinco dias de festival. NA F-A-I-X-A.

Saiba como garantir seu ingresso aqui.

#516. Sunny Afternoon - The Kinks (1966)

Apenas que: The Kinks <3

(e um tapa na cara de quem reclama que eu só falo mal de música fofinha)

#515. Crazy - Gnarls Barkley (2006)

Sim, é o Cee-Lo Green. A banda é um duo do moço com o produtor Danger Mouse. O som trata-se de uma mistura de batidas mais modernas com soul dazantigas, e acabou se tornando uma das músicas mais marcantes da década.

Fez também parte daqueles primeiros casos da faixa já ser um hit antes mesmo de ser lançada, muito antes de vazar as músicas de propósito se tornar uma estratégia (oi, Lady Gaga, como vai, Katy Perry?)

Vem festival da Converse aí.

Se liga no teaser do Converse Rubber Tracks Live Brasil.