Ouvindo Antes de Morrer

A Skol Music apresenta casting dos 3 selos que prometem sacudir a cena musical brasileira.

Vocês provavelmente já devem ter ouvido falar dessa história, mas eu vou repetir e não quero saber, problema é de vocês.

Sabendo do limbo de desgraça que o mainstream está afundado ~ultimamente~ (olar, capita inicial! ce tá bem jota quest? e vc, pitty?), a Skol partiu da máxima que só se muda a música FAZENDO música e, inspirada no poder transformador de selos como a Motown, Subpop e Elektra (esse é um exemplo meu, tá), lançou de cara logo três selos musicais pra tombar a cena de vez. São eles o Tralalá Music, Buuum Trax e Ganzá Records (que eu juro por deus que da primeira vez que bati o olho li ~banza~ records).

O Tralalá Music vai ser o selo voltado pra indie, sob a direção de Carlos Eduardo Miranda, e vai apostar no rock mais ~pauleira~ do Marrero e eletrônico paraense do Jaloo (gostei mto desse).

Já o Buuum Trax vai apostar numa pegada mais voltada para o hip-hop, rap, flertando com a música eletrônica e chegando no trap music. Sob direção do DJ e produtor Zegon, o selo aposta em artistas prontos para chegar com o pé na porta como a Karol Conká (a-mo essa mulher), Filipe Ret e o duo Tropkillaz (do qual ele faz parte).

Por fim, o Ganzá (que tem esse nome por causa de um instrumento), que fica a cargo de Dudu Marote, vai fundo na música eletrônica, música de balada, música de festa, com os já hypados Aldo, the Band, Funky Fat e The Drone Lovers (que vi o pocket show e fiquei fã-apaixonada).

E pra quem acha que só vão lançar meia dúzia de single, a plataforma Skol Music é uma plataforma de conteúdo mesmo. Então vai ter playlist, clipe, show, festa, cd, poster, vinil. Vai veno… 

p.s: só botei foto de mulher no palco por motivos de: pq sim :)

#537. Search and Destroy - Stooges (1973)

Um dos meus álbuns favoritos da vida.

E esse é um claro exemplo de música que dá vontade de pular, estrebuchar, se jogar no chão, e dar uma garrafada na cara de um idiota (não que eu seja disso).

1973 foi um ano maravilhoso. Mas um tanto injusto.

Depois do Funhouse, a gravadora Elektra largou mão da banda (já que assim como o Velvet, Ny Dolls, MC5 e todas bandas que prestavam na época, porém foram mega influentes e super cultuadas hoje, eram um fiasco de vendas inicialmente).

Apesar do Bowie ter levado os minino para 12 dias de gravação na  Inglaterra, ter produzido um dos maiores e mais importantes álbuns do proto punk ( Steve Jones, dos Sex Pistols afirmou que aprendeu a tocar guitarra com esse disco, tá?), a Columbia detestou o disco, as vendas iniciais foram uma desgraça, acabou sendo o último álbum da trilogia matadora da banda, que se desfez logo depois. :(

Mas o legado fica como uma das mais importantes e influentes bandas dos anos 70, cultuada até hoje <3

#536. (I’m not your) Steppin’ Stone - Paul Revere & The Raiders (1966)

Garage delicioso <3

E há quem diga que esse seja um dos primeiros registros do punk (não discordo)

E vcs aí, ouvindo Beatl…PAREI.

Tem versão dos Monkees, mas nem vale a pena clicar.

#535. We are your friends - Justice  vs Simian (2006)

Dá até vergonha de dizer, mas o que eu ouvi, dancei, pulei, gritei essa música em 2007/2008 não tá escrito.

Mas todo mundo tem sua fase difícil.

O clipe é bem legal, mas dá uma certa agonia hoje em dia.

E - não querendo ser a ranzinza de sempre - puta som datado dos infernos.

Ouvindo Antes de Morrer nos lendários estúdios da Brasil 2000: como raios funciona uma web radio?

E aí que semana passada visitei a Rádio Brasil 2000 para falar umas groselhas no programa Via Web, AND na missão de descobrir como é que funciona uma web radio, como vive e do que se alimenta.

Primeiro que a linda aqui se levantou com 04 (QUATRO) horas de antecedência e conseguiu chegar com meia hora de atraso. Eu devo ter algum distúrbio de irresponsabilidade, não é possível. Mas enfim.

Quando a gente fala em rádio online, já pensa num geek de pijama, com um monte de embalagem de delivery amontoada na mesa, com um computador (de teclado imundo, claro) e um microfone. Ah, e um cinzeiro transbordando também, não? 

Pois a web radio da Brasil 2000, funciona no mesmo casarão branco de Perdizes, travessa da Heitor Penteado onde passaram trocentas bandas, lendas do rock e locutores que a gente ouviu durante nossa adolescência toda (oi, Garagem <3).

Dando uma volta pelos lendários estúdios da rádio, salas de gravação, locução, discoteca, e vendo as mesas imensas de mixagem, e cdjs, não teve como não sentir um arrepio (and frio desgraçado na barriga) só de pensar que logo mais estaria participando de um programa no mesmo lugar onde tanta gente fodona já passou.

"Ainnnn, mas a Brasil 2000 não acabou há um tempo?"

Não. O que aconteceu é que há quatro anos, a fundação dona da Rádio então FM decidiu fazer uma maracutaia-loca parceria com a Eldorado, aí que a Rádio de ouvintes refinados gourmet que tomam ~um bom vinho~ deixou de ser a 92.1 para se tornar a 107.3.

Assim que deixou de ser FM, a Brasil 2000, pioneira que sempre foi, já lançou a web radio num esquema meio shuffle. Mas não foi nada divulgado. E boa parte da galera (euzinha) achou que tinha acabado mermo, mas - um senhor número - de ouvintes fiéis continuavam ouvindo a Rádio no site. E assim que o pessoal se ligou nisso com os gráficos de acesso, tratou de botar uma programação no ar e interagir com esses ouvintes. Tudo num período de seis meses.

"Tá, mas comé que funciona esse trem aí?"

Apesar de estar localizada no mesmo lugar e utilizar os maravilhosos equipamentos e ter um perfil de FM, existem algumas diferenças entre ser uma rádio web e tradicional. 

Primeiramente os custos. Na FM você precisa de uma antena e um aparelho transmissor (juro, nunca tinha pensado nesse ~detalhe) que custa uns bons $30 mil (mês, ano, semana? Não importa, ninguém tem 30 mil aqui de qualquer jeito). Na web você precisa de um computador, um microfone e internet (com servidor). fim.

E tem também a questão de equipe. Nos tempos de FM, a Rádio chegou a contar com 40 fucking funcionários. Hoje a equipe é formada por heróis uma equipe enxuta extremamente dedicada, multitasker e 24hrs ligada. O Osmar, com quem conversei, é uma prova viva disso. Lenda consagrada, quase 28 anos de casa, hoje é diretor de programação artística, engenheiro de som, locutor e webmaster.

O acervo das FMs antigamente era composto por vinis e cds (imagina o que era mixar o vinil ao vivo, no ar). Hoje em dia sei lá como deve ser, mas provavelmente digitalizado. Na web, toda discoteca foi digitalizada e convertida em MP3, e quando os ouvintes pedem uma música que eles não tem, chegam a comprar no itunes ou, em último caso, serviços de streaming. “Ai e os direitos autorais, que patifaria, onde já se vi..” eles pagam Ecad direitinho. ;)

E temos a flexibilidade, claro. Se na rádio convencional rola uma estrutura imensa, a coisa toda é mais rígida. Já na internetz, o programa pode ser feito, pq não, de casa. Aliás, há relatos que vira e mexe dá um cinco minutos no Osmar durante a madrugada e ele entra no ar e não quer nem saber. <3

Mas nem tudo são flores. Caiu a energia? Não tem gerador, nem nobreak. É acender uma vela e rezar. E quanto a internet tá zoada? Fica fora do ar e xinga muito a TIM no programa seguinte.

"Entendi. Mas como essa coisa toda se banca?"

É, eu me perguntei bastante isso. E demorei para ter cara de pau pra perguntar. Acontece que desde os tempos de FM, a rádio nunca deu lucro, e sempre foi bancada por uma Fundação (Iluminatti? não tive coragem de perguntar), como apoiadora cultural.

Hoje a Fundação, que não tem interesse em voltar para FM e acredita que o futuro está na web, banca os 04 funcionários da rádio. Algumas pessoas colaboram de outras formas, como o Kid Vinil, no caso pelo seu histórico com a Brasil 2000 e o amor `a música.

"Certo, mas quenhé que ouve web radio?"

A primeira coisa que a gente tem que pensar é que além rádio, a Brasil é um site, o que muda completamente o perfil do ouvinte. Quem ouve rádio pela internet são pessoas mimadas pelo wifi, como você e eu, que gosta de ouvir o que quer, quando quer. Então alguns programas com conteúdio diferenciado e mais especial, são hospedados para a galera ouvir quando der na telha.

Segundo, é que você depende da conexão da internet. Então geral ouve a rádio no trabalho, aproveitando o plano bom da firma. A faixa de maior audiência é das 9h `as 18h, com pico das 14h `as 17h (alor procrastinação da tarde). 

Como disse antes, a Rádio tem uma parte do público bem fiel, preso `a programação, num nipe quase #famíliabrasil2000, que vai até tirar satisfação se rolar um som que eles não achem ~adequado~ para a rádio.

A Brasil 2000 também tem um app para os millenials hiperconectados geração Y ouvirem o programa do celular, mas não é todo mundo que tem um bom pacote de internet e acaba refém do wifi (quem se fode diariamente com o 3G levanta a mão \o ).

A tendência é que conforme as pessoas forem tendo acesso decente `a internet, a web radio cresça mais e mais. 

"Hum, mas e até lá?"

Enquanto esse maravilhoso dia não chega, o pessoal está na função de divulgar e fortalercer a marca, bolar novos programas, apostar em novos formatos de conteúdo, e dar uma revitalizada no ambiente. Ou seja, ninguém tá sentadinho, criando estria, esperando o negócio acontecer.

"Aff, mai qui qui essa Rádio tem de tão especial pra você fazer um  caraio de um post desse tamanho?"

No começo dos anos 2000, a Brasil era minha rádio favorita. Era a única estação que tocava Arctic Monkeys e Strokes antes mesmo deles estourarem. Sempre estavam `a frente de todo mundo e tinham um conteúdo excelente, feito para quem REALMENTE gostava de música e era sedento por novidades. Descobri trocentas bandas, não perdia um programa Garagem, e me acompanhou por muito tempo.

O carinho e cuidado que o Osmar faz a curadoria programação, beira o esmero que a gente tinha quando escolhia a sequência das nossas queridas fitas k7, enquanto as outras web radios operam no esquema shuffle na maior.

E o mais legal, a Brasil sempre teve essa tradição de trazer bandas novas pra tocar nos estúdios ao vivo. Desse 1990 rola esse programa de terça-feira, que é claro que eu esqueci o nome, e todo mundo, repito, todo mundo do underground passou por lá. O mais foda é que esse esquema rola até hoje, então se você tem uma banda maneira, se cadastra no site e manda seu material pra eles, que é esquema.

Enfim, taí meu testemunho de como foi desvendar como funciona uma web radio. Quanto ao programa que participei, foram um dos melhores 90 minutos da minha vida, e me diverti que só o inferno.

Queria agradecer a Anna Helena, a Juliana e o Osmar, que me receberam extremamente bem, responderam todas minhas dúvidas de iniciante com a maior paciência do mundo, relevaram meu atraso e minha roupa extremamente inadequada, não cortaram o áudio do meu microfone quando eu comecei a falar aquela baciada de besteira, e ainda me convidaram para voltar sempre que quiser.

Sério, acho que nem minha mãe me trata bem assim.

(brincadeira, mãe)

Dica Hell do dia: Janeiro - Cervelet

Já aviso que não é minha vibe, ceis sabem que meu negócio é música pra descer a rua quebrando garrafa na cara dos outros. Porém, um fã de Syd Barret me mandou o clipe de sua banda Cervelet.

Ainda bem novinhos (sério, com 23 anos eu era apenas 01 retardada), eles já lançaram o álbum “Canções de Passagem” e esse maravilhoso, millenial, artsy, conceitual clipe da música “Janeiro”. 

Achei bem bacana o cuidado e esmero dos meninos a considerar o clipe parte da obra. E tô postando aqui que eu sei que ceis são uns romântico incorrigíveis e antes ouvindo uma banda maneira daqui, do que Something.

obrigada, de nada, flw, vlws.

We’re on the radio!!!!

Enquanto a matéria sobre a Brasil 2000 não sai, deixo vocês com a gravação da primeira participação do Ouvindo Antes de Morrer no programa Via Web, onde os próprios ouvintes fazem a programação.

E aí que os amigos baisharia e seguidores do tumblr fizeram a maior arruaça nos comentários e só rolou coisa fina. E claro, uma baciada de merda que eu falei.

Melhor dia da vida, sério

#534. Right Red Hand - Nick Cave & the Bad Seeds (1994)

Assim como o Roxy Music, nunca entendi qualé a do Nick Cave.

Rola toda uma devoção dos meninos introspectivos e traumatizados da minha geração por ele, mas mesmo assim, nunca me pegou de jeito. 

O livro fala de gothic groove, church bell, organ, apocalyptic feel, almost funky bass line, spaghetti western backing e eu só achei: meio Lux Interior.

Deixo aqui o conselho de miga pra vocês: se rolar um interesse pelo boy, antes de se apaixonar, pergunta se ele curte Nick Cave. Vai te poupar de muito sofrimento, acredite.

Tô ainda de férias, porém trabalhando mais que uma condenada. Mas é por uma maravilhosa causa e blablabla.
Então eqto eu não consigo postar música nova, deixo essa moça rebolano proceis.

Tô ainda de férias, porém trabalhando mais que uma condenada. Mas é por uma maravilhosa causa e blablabla.

Então eqto eu não consigo postar música nova, deixo essa moça rebolano proceis.

É hoje, cambada!

Stay tuned na brasil2000.com.br a partir das 15h e peçam os rocões (stooges, mc5, ny dolls, etc) pelo facebook, twitter e telefone da rádio que estão no penúltimo post desde já.

Lets kick out the jams!

É hoje, cambada!

Stay tuned na brasil2000.com.br a partir das 15h e peçam os rocões (stooges, mc5, ny dolls, etc) pelo facebook, twitter e telefone da rádio que estão no penúltimo post desde já.

Lets kick out the jams!

#533. Runaway - Bon Jovi (1984)

Como eu odeio esses tecladinhos.

Só dou um desconto porque essa farofa doida esse early classic tem uma vibe meio Elvira. Mas que fique registrado que eu acho uma afronta esse pessoal do hard se apropriar de ~elementos~ do glam rock. 

Ouvindo Antes de Morrer invade a Rádio Brasil 2000.

Isso mesmo, quinta-feira, dia 04/09 a partir das 15h (no flyer tá errado), euzinha participarei do programa Via Web, em que os ouvintes escolhem as músicas da programação, falando umas groselhas.

E já que é o público que escolhe o som, a gente vai ter a chance de ouro de fazer um programa só de ROCÃO. Topam o desafio?

Então bora congestionar o email, facebook, twitter e telefone da rádio pedindo RAMONES, MC5, NY DOLLS, STOOGES, BOWIE, RUNAWAYS, DEATH, VERONICA KILLS, VELVET UNDERGROUND, HELLACOPTERS, BLONDIE, T.REX, 13TH FLOOR ELEVATORS, SONICS E STONES, combinado?

O twitter da rádio é @brasil2000web

A fan page é essa aqui 

O email eu não sei (hahahah)

E o telefone é (11) 3872-7272

Lembrando que tem que pedir a música pro programa de QUINTA-FEIRA, DIA 4 que é quando eu vou estar lá falando da #famíliaOuvindoAntesdeMorrer, combinado? 

Ah, a rádio agora é online, então pra ouvir é só ir pro site brasil2000.com.br

#532. Rock On - David Essex (1973)

Quando eu falo que 1973 foi o melhor ano, ninguém acredita. Lembra blaxploitation, e trilha de filme do Tarantino

#531. God Only Knows - The Beach Boys (1966)

Claramente um caso clínico de beatlemania. No estágio Rubber Soul para ser mais específica.

Tudo bem que Brian Wilson tem o mérito de ter criado com essa música meio que o ~começo do progressivo~, já que usou cerca de 20 músicos de estúdio para fazer a parte instrumental da música, e arriscou letras de amor já não tão bobinhas com frases como “I may not always love you”.

Mas mesmo assim, Beach Boys não é pra mim, DESCULPA, MUNDO.

#OasisLiveForever: Chuck Hipolitho & Veronica Kills meets Oasis

E aí que em homenagem aos 20 anos do álbum “Definitely Maybe” do Oasis, 17 bandas e artistas de diferentes partes do Brasil se reúniram no projeto Live Forever, desconstruindo e interpretando as 11 faixas do disco de estreia do grupo.

Vocês sabem que eu nem ligo tanto pra Oasis, mas essa versão do Veronica Kills pra Bring it On Down já me deixou tonta logo cedo. 

Pra ouvir todas as músicas do projeto é só clicar aqui.